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Processadores multinúcleos vão virar mini-Internets

Já faz alguns anos que os processadores de computador não ficam mais rápidos. Para manter os aumentos constantes de velocidade que softwares e consumidores ficaram acostumados, os fabricantes de chips começaram vendendo dois processadores pelo preço de um. Hoje eles já vendem de seis a oito processadores pelo preço de um só, os chamados processadores multi-núcleos, que nada mais são que vários processadores encapsulados dentro de uma única pastilha de silício. Mas mesmo esta estratégia está encontrando suas limitações. Internet em um chip O problema é que os núcleos intercomunicam-se usando um único barramento: um único conjunto de fios por onde os dados passam. Isso significa que, em um determinado momento, apenas dois núcleos estão trocando dados, uma séria limitação para uma tendência que já ousa falar em centenas e até milhares de núcleos no mesmo chip. Agora, Li-Shiuan Peh e seus colegas do MIT acreditam ter encontrado a solução para esse gargalo. Eles foram buscar inspiração na internet, para propor que, assim como os computadores da rede mundial, os núcleos de um processador multicore devem transmitir e receber informações em "pacotes" de dados. Cada núcleo deverá ter seu próprio roteador, que poderá enviar cada pacote por diversos trajetos, dependendo da condição da rede interna do processador a cada momento. Além dos barramentos "Os barramentos atingiram seu limite. Eles tipicamente atendem a oito núcleos," diz a pesquisadora, comentando que os chips de 10 núcleos já possuem um segundo barramento, mas que isso não vai funcionar para centenas de núcleos. "Barramentos consomem um bocado de energia porque eles dependem de fios longos para atingir oito ou 10 núcleos ao mesmo tempo".

USP desenvolve aparelho auditivo digital de baixo custo






Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) desenvolveram um aparelho auditivo digital de baixo custo a partir de componentes eletrônicos padronizados, que podem ser comprados no mercado.



É uma espécie de modelo "genérico" de aparelho auditivo retroauricular (usado atrás da orelha), batizado de Manaus, que apresenta, entre os diferenciais, autonomia de 440 horas com uma bateria e quatro programas de adaptação, além de baixo custo operacional - tanto na hora da compra quanto em sua manutenção.



Aparelho auditivo de US$100,00



Outra vantagem é que o aparelho auditivo genérico é um produto nacional, em um mercado dominado por empresas internacionais.



"O Manaus apresenta um custo de produção artesanal de US$140,13, considerado baixo quando comparado aos disponíveis no mercado", conta o engenheiro eletrônico Sílvio Penteado, do Laboratório de Investigações Acústicas (LIA) da FMUSP e autor de uma tese de doutorado sobre o tema.



"Numa produção seriada esse preço poderia chegar a US$100,00", completa. De acordo com Penteado, o projeto envolve uma plataforma eletrônica genérica, a qual permite o desenvolvimento de próteses auditivas de vários tipos.



Tecnologia dos aparelhos auditivos



Penteado conta que a Portaria 587 do Ministério da Saúde classifica os aparelhos auditivos como tecnologia A (básica), tecnologia B (intermediária) e tecnologia C (avançada), de acordo com seus recursos eletroacústicos.



Segundo o engenheiro, os aparelhos auditivos disponíveis no mercado são comercializados no varejo com preços que podem chegar a até R$12.000,00 (tecnologia C). Já para o Sistema Único de Saúde (SUS), os valores são de R$525,00 (tecnologia A), R$700,00 (tecnologia B) e R$1.100,00 (tecnologia C).



"Esses valores foram definidos pela Nota Técnica Informativa nº 004, do Ministério da Saúde, datada de 01 de fevereiro de 2007. Antes disso, os aparelhos eram adquiridos exatamente pelo dobro do preço", informa Penteado.



"Os aparelhos de tecnologia A são os modelos analógicos e representam 50% das prescrições do SUS. O tipo B é o intermediário e representam 35% das prescrições. Já o tipo C é o de tecnologia um pouco mais avançada e responde por 15% das prescrições", explica o pesquisador.



"O nosso projeto foi idealizado e desenvolvido para atender a Portaria 587 do Ministério da Saúde. O modelo que desenvolvemos atende às especificações das tecnologias A e B. Isso representa 85% da demanda de aparelhos auditivos do SUS", completa.



Perda auditiva



De acordo com o pesquisador, o Manaus poderá ser usado por pessoas com perdas auditivas classificadas como discretas, moderadas, e moderadas severas. "O aparelho já está em processo de patente e apresenta um ganho auditivo de 62 decibéis (dB)", conta.



No Brasil, de cada 10 aparelhos auditivos vendidos, 6 são adquiridos pelo SUS. Em 2008, o País importou cerca de 242 mil próteses auditivas.



Penteado explica que o custo de manutenção das próteses auditivas importadas é muito alto para os pacientes do SUS. "Se a prótese apresenta algum defeito após o prazo de garantia, que é de cerca de um ano, o usuário acaba desprezando aquele aparelho e solicita um novo para o SUS. Um dos objetivos do projeto é oferecer também uma manutenção de baixo custo", destaca.



Aparelhos auditivos internos



Além do Manaus, os pesquisadores também desenvolveram outros aparelhos, a partir de componentes padronizados: o Florianópolis (tecnologia C), e o Rio de Janeiro e o Sabará (tecnologia B), sendo que estes dois últimos são intracanais (ficam na parte interna da orelha).



"É possível fazer uma família de produtos a partir do mesmo conceito de plataforma eletrônica genérica" garante. Os componentes do aparelho são microfone, processador digital de sinais e receptor, desenvolvidos pelos pesquisadores, e que funcionam com uma programação específica que define o comportamento da prótese.



Programa para fonoaudiologia



Penteado explica que, para os fonoaudiólogos - os profissionais responsáveis por adaptar os aparelhos auditivos para as necessidades dos pacientes - foi desenvolvido um software simples, autoexplicativo e que não necessita de recursos avançados de informática.



"Alguns softwares são tão complexos que exigem que o fonoaudiólogo seja treinado para usar o recurso adequadamente, além de exigirem um computador mais avançado", diz.



Outra vantagem é que o programa foi desenvolvido com quatro configurações de conforto, e o usuário pode selecioná-los de acordo com o ambiente em que estiver "Os aparelhos convencionais apresentam apenas dois ou três programas."



Próteses genéricas



Os testes com o Manaus foram realizados pela pesquisadora Isabela de Souza Jardim, com 60 pessoas portadoras de deficiência auditiva. O Manaus foi comparado a outros aparelhos disponíveis no mercado, classificados nas categorias A e B.



"Os resultados foram considerados satisfatórios de acordo com protocolos internacionais", destaca Penteado.



Segundo ele, o conceito de equipamentos genéricos pode ser usado para outros produtos médicos como marcapasso, desfibrilador, bombas de infusão e equipamentos de diagnóstico, como audiômetros.



"É um projeto que está inserido na Agenda Nacional de Prioridades de Pesquisa em Saúde do Ministério da Saúde que recomenda o desenvolvimento de tecnologias de reabilitação de baixo custo", aponta.



De acordo com os pesquisadores, no último dia 6 de dezembro houve uma reunião com representantes do Ministério da Saúde, e a receptividade foi muito boa. "A ideia é propormos um modelo semelhante ao dos remédios genéricos para as próteses", finaliza o professor Ricardo Bento.





Fonte: Agência USP

Postado por Abel às 07:10

VECTONISTAGMOGRAFIA

Audição

Como funciona a audição? Você sabe como percebemos os estímulos sonoros? O som é um fenômeno físico, onde ocorre a transformação da energia em um determinado meio. Essa energia é transmitida como ondas sonoras, que trazem a informação de diferentes frequências. Quando falamos, produzimos diferentes sons. Estes sons serão conduzidos pelo ar e a informação será captada pelo pavilhão auditivo. Nossas orelhas possuem configurações anatômicas que permitem receber a informação e identificar a sua direção. A onda sonora é conduzida pelo conduto auditivo até a membrana timpânica. Ao chegar na membrana, a informação produzirá uma vibração, que será transmitida aos ossículos, os menores ossos do nosso corpo: martelo, bigorna e estribo. Esses ossos transmitem a informação para a cóclea. A cóclea é o órgão sensorial da audição. É nesta estrutura que a onda sonora é transformada numa informação que será conduzida pelo nervo auditivo até as estruturas responsáveis pela sua decodificação e atribuição de sentido. Na cóclea, a vibração da onda sonora faz com que se movimentem os líquidos existentes na sua estrutura. Essa movimentação faz com que as células da orelha interna se despolarizem e estimulem o nervo auditivo. Esta informação será transmitida pelas vias auditivas até o cérebro, e então será processada, de maneira a torná-la tal qual nós a escutamos. Veja abaixo a ilustração do caminho do som: 1. Meato Acústico 2. Membrana Timpânica 3. Martelo 4. Bigorna 5. Estribo 6. Janela redonda 7. Tuba Auditiva 8. Cóclea 9. Nervo Auditivo Teste auditivo O teste de audição é realizado usando-se o audiômetro. O teste mede de forma precisa a extensão da perda auditiva. Como a perda pode ser diferente em cada uma das orelhas, estas são testadas separadamente com fones. Tanto a percepção dos sons como o entendimento da fala são avaliados. Faixa de fala A fala consiste em vogais e consoantes em diferentes frequências e intensidades. Uma orelha saudável registra esses sons. Quando há perda auditiva, é preciso maior intensidade para ouvir esses sons. Dependendo do grau e da progressão da perda auditiva, esses elementos da fala são menos intensos que o limiar de audição e deixam de ser audíveis, pelo menos quando falados em intensidade natural.

PERDA AUDITIVA

Causas e tipos de perda auditiva A perda auditiva pode resultar de uma obstrução ou dano em qualquer uma das três partes do ouvido. Tipos de perda auditiva A perda auditiva resultante de problema localizado no ouvido externo ou médio é chamada de perda auditiva condutiva. Já a perda auditiva causada por danos no ouvido interno é chamada de sensório-neural. É a perda auditiva mais comum. Quando se trata de uma combinação dessas duas, a perda auditiva é conhecida como mista. Na orelha externa Os problemas mais típicos são excesso de acúmulo de cera e infecções do meato acústico (chamado de “ouvido de nadador”). Na orelha média Perfuração do tímpano, infecção ou líquido na orelha média e otosclerose (calcificação ao redor do estribo que limita sua capacidade de movimentação) são as causas mais comuns. Muitos dos problemas de orelha externa e média podem ser tratados com medicamentos ou cirurgia. Nos casos em que o tratamento não é efetivo, a perda auditiva resultante geralmente pode ser diminuída com o uso de aparelhos auditivos. Na orelha interna A maioria dos problemas de audição resulta de lesões das estruturas da orelha interna. As causas mais típicas são processo de envelhecimento, exposição excessiva ao ruído, uso de medicamentos tóxicos para o sistema auditivo, e traumas na cabeça. Como regra, essas lesões não podem ser revertidas, mas podem ser compensadas pelo uso de aparelhos auditivos. Zumbido nos ouvidos O zumbido patológico é a sensação de sibilo ou outro som na cabeça. Pode ocorrer em conjunto com uma perda auditiva. As causas do zumbido são tão variadas quanto as da perda auditiva e a causa específica pode não estar evidente no caso em particular. O grau da perda auditiva varia de pessoa para pessoa Entre os dois extremos de se ouvir bem e não se ouvir nada há vários graus de comprometimento. Os termos usados para descrever os graus de perda são leve, moderada, severa e profunda. Muitas das perdas auditivas são leves a moderadas.

Sistema FM

O que é o sistema FM? O sistema FM (transmissor de FM/receptor de FM) funciona, basicamente, como um microfone sem fio, que transmite o som diretamente para o ouvido. Um microfone (utilizado pela fonte sonora) capta o sinal desejado e o envia diretamente a um ou dois receptores (conectados ao aparelho auditivo). Com a amplificação adequada, o resultado é uma conexão clara e direta entre a fonte sonora e quem usa o aparelho; a voz é transmitida ao receptor como se quem está falando estivesse bem perto do ouvinte, sem a interferência do ruído de fundo e nem a diminuição do volume causada pela distância. Por que utilizar o sistema FM nas escolas? O ambiente de uma sala de aula apresenta dois problemas básicos para a criança que usa aparelho auditivo: o ruído de fundo e a distância entre o professor e o aluno. O ruído de fundo normal de uma sala de aula, que nem precisa ser alto, gera desconforto e dificuldade de compreensão. A distância entre o interlocutor e o ouvinte também agrava esses problemas, já que quanto maior a distância entre o professor e o aluno, menor será o volume de sua voz ouvido pela criança. O sistema FM é de fundamental importância porque elimina essas duas dificuldades na plena compreensão do que é falado, já que elimina o ruído e supera a perda de energia do som causada pela distância. O sistema FM no mundo Pesquisas apontam que o uso do sistema FM nas escolas tem trazido enormes benefícios às crianças com problemas auditivos. As crianças apresentam melhor desenvolvimento da linguagem e da fala, fundamentais no processo de aprendizado. Nos países em que o sistema FM é utilizado em sala de aula, a criança com deficiência auditiva apresenta menos cansaço depois das aulas, o que resulta em melhor desempenho nos estudos. O sistema FM é atualmente a melhor tecnologia disponível para aprimorar a compreensão da fala em ambientes com acústica desfavorável. Nos países desenvolvidos o FM já é uma realidade e vem sendo recomendado pelos profissionais que trabalham com audiologia pediátrica como fundamental no desenvolvimento escolar de crianças com perda auditiva. O Brasil e o suporte às pessoas com perda auditiva O Governo brasileiro, através de um programa muito bem estruturado, a “Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva” (Portaria nº 2.073./2004 do Ministério da Saúde), financia aparelhos auditivos e implantes cocleares para deficientes auditivos, proporcionando assim qualidade de vida a pessoas que, devido às limitações impostas pela perda auditiva, muitas vezes se isolavam do convívio social e familiar. O programa foi um grande avanço social em prol dos deficientes auditivos, porém ainda não cobre os sistemas de FM. Dos direitos do cidadão com deficiência A educação consta como direito social garantido pelo artigo 6º da Constituição Federal e entende-se que, ao garantir a educação, está se garantindo também todos os mecanismos necessários para o aprendizado, no caso de pessoas com deficiência. No caso de pessoas com deficiência auditiva, principalmente as crianças em idade escolar, a utilização do sistema FM se encaixa perfeitamente no artigo 208, que estabelece: “O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: (...) Inciso III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;(...)” No artigo 17 da Lei nº 10.098 fica estabelecido claramente que: “O Poder Público promoverá a eliminação de barreiras na comunicação e estabelecerá mecanismos e alternativas técnicas que tornem acessíveis os sistemas de comunicação e sinalização às pessoas portadoras de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação, para garantir-lhes o direito de acesso à informação, à comunicação, ao trabalho, à educação, ao transporte, à cultura, ao esporte e ao lazer.” Fonte: ADAP Categorias / tags: fm, sistema de fm, deficientes auditivos

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