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Distonia


distonia é uma doença do sistema nervoso, cuja principal característica é o movimento involuntário dos músculos (espasmos), provocando movimentos e posições anormais de uma parte ou da totalidade do corpo. Há uma paragem repentina do movimento da pessoa, provocada pela contracção involuntária, lenta e repetitiva do músculo.




Tipos

Uma das maneiras de se classificar uma distonia diz respeito ao segmento no corpo onde ela ocorre. Assim, existem as distonias focais que acometem um único segmento, por exemplo, a mão, o pescoço ou o pé.
Já as distonias segmentares comprometem dois segmentos corporais contíguos, por exemplo, mão e antebraço ou cabeça e pescoço. Em seguida, existem as distonias multifocais que comprometem dois segmentos não contíguos como pescoço e mão. Finalmente, a distonia generalizada atinge os membros inferiores e mais um segmento corporal.
Enquanto as distonias focais são mais comuns no adulto, por exemplo, a distonia cervical e a câimbra do escrivão, as distonias generalizadas são mais comuns na criança e adolescente. Por sua vez, neste grupo, as distonias são frequentemente de natureza genética (relacionadas a mutações de genes conhecidos como gene DYT1). No adulto, as distonias focais são em sua grande maioria esporádicas (sem causa genética).

Causas

As causas mais comuns de distonias são as causas genéticas, em crianças e adolescentes, enquanto nos adultos normalmente ela é esporádica (e focal). O gene que está mais frequentemente relacionado às causas genéticas é o DYT1, mas existem outros como DYT4, DYT5, DYT6 que também são causas conhecidas de distonias ou distonias-plus (aquelas onde ocorre a distonia mais outra manifestação neurológica, por exemplo, parkinsonismo, como na distonia associada à mutação no gene DYT5.
Fonte:https://www.minhavida.com.br/saude/temas/distonia

TELEMETRIA E IMPLANTE COCLEA


Na cirurgia de implante coclear as mensurações de telemetria cumprem um papel importante. Se a telemetria de impedância permite verificar a integridade do dispositivo, a  telemetria de resposta neural fornece o potencial de ação composto evocado e diz se as células ganglionares estão fisiologicamente     ativas, sendo uma ferramenta importante, tanto para monitorar o paciente quanto para estudos.

          Por telemetria, entende-se qualquer comunicação bidirecional que permite a captação de eventos à distância. No caso de implante coclear, existem três tipos de telemetria cujas mensurações propiciam informações sobre o que está acontecendo na ponta dos eletrodos: telemetria de impedâncias, telemetria de compliâncias, telemetria neural. Registros de telemetria nos implantes cocleares possíveis desde o fim da década de 90, quando os dispositivos extracocleares. As informações são visualizadas por meio de um software. As medições se baseiam na propriedade de transmissão de dados por raio de frequência da antena externa para a antena interna e vice-versa.

          A telemetria de impedâncias é registrada a partir da oposição ao fluxo da corrente que vai passar em cada eletrodo. Ela é uma avaliação da integridade e dafuncionalidade do implante coclear, e deve ser realizada durante a cirurgia antes de fechar a incisão. Ela mostra se a corrente elétrica está sendo enviada adequadamente por todos os eletrodos. É preciso lembrar que cada um dos eletrodos está soldado num chip no receptor. A antena interna está soldada no chip que tem tantas soldas quantos eletrodos inseridos na cóclea. As soldas estão ligadas a microfios de platina soldados por sua vez nos anéis no feixe que será inserido na cóclea. A corrente elétrica pode encontrar dificuldades ao passar pelas soldas. A telemetria de impedância verifica que o sistema está conduzindo corretamente a corrente e que não há nenhuma solda defeituosa que afete a condutibilidade. Todos os modelos de implante coclear atuais permitem medidas de telemetria de impedâncias intraoperatórias e posoperatórias.



Fonte: Audiology Infos








VITAMINA A E PERDA AUDITIVA

RESTAURAÇÃO FONÊMICA


DISFASIA






          Atraso considerável de linguagem acompanhado de um atraso no desenolvimento. Existe, no entanto, uma considerável confusão nosológica. Entre alguns conceitos foi excolhido para este texto a seguinte “ criança que apresenta um distúrbio de integração da linguagem sem d sensorial oufonat´rio, mas que se comunica com dificuldade apesar de não haves retardo mental”.

          Aspectos de compreensão

          parecem compreender, mas só compreendem elementos concretos e familiares. Apresentam dificuldades com elementos em série, seguir ordens complexas, com a memória auditiva, ccom a sintemporalidade e causalidade.

          As crianças disfásicas apresentam dificuldades em organizar sua linguagem, usando frases curtas, independentes umas das outras e ditasna ordem em que o movimento do pensamento as suscita. A compreensão verbal é sempre melhor que a expressão oral.

          A percepção da fala, como a aquisição do sistema fonológico, é sempre muito lenta e incompleta havendo distorção de fonemas, omissões e imaturidades na diadococinesia (agilidade orofacial). Pode haver problemas na evocação de classes e categoriais que se traduzirá na expressão oral por interrupções constantes e por substituições de palavras. A nível sintático a evolução é muito lenta, com frases agramáticas que irão perdurar por muito tempo. O número médio de unidades por enuciado é sempre abaixo da média de outras crianças da mesma idade e o aumento do enunciado é feito lenta e gradualmente.



Fonte: Atraso de linguagem de Regina Jakubovicz.

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

O acidente vascular cerebral (acrônimo: AVC), ou acidente vascular encefálico (acrônimo: AVE), vulgarmente chamado de derrame cerebral, é caracterizado pela perda rápida de função neurológica, decorrente do entupimento (isquemia) ou rompimento (hemorragia) de vasos sanguíneos cerebrais. É uma doença de início súbito na qual o paciente pode apresentar paralisação ou dificuldade de movimentação dos membros de um mesmo lado do corpo, dificuldade na fala ou articulação das palavras e déficit visual súbito de uma parte do campo visual. Pode ainda evoluir com coma e outros sinais.




Trata-se de uma emergência médica que pode evoluir com sequelas ou morte, sendo a rápida chegada no hospital importante para a decisão terapêutica. No Brasil, a principal causa de morte são as doenças cardiovasculares (cerca de 1 a cada 3 casos), com o AVC representando cerca de 1/3 das mortes por doenças vasculares, principalmente em camadas sociais mais pobres e entre os mais idosos. É o problema neurológico mais comum em algumas partes do mundo gerando um dos mais elevados custos para as previdências sociais dos países.[1]



Dentre os principais fatores de risco para AVC estão: a idade avançada, hipertensão arterial (pressão alta), tabagismo, diabetes, colesterol elevado, acidente isquêmico transitório (AIT) prévio, estenose da válvula atrioventricular e fibrilação atrial.

LINGUA E LINGUAGEM

O termo língua refere-se a todo sistema de sinais que pode ser utilizado como meio de comunicação. A produção de uma mensagem lingüística consiste na realização vocal de uma seqüência de léxicos. O ritmo de aquisição das palavras varia entre as crianças. Algumas aprendem palavras novas seguindo um ritmo regular, enquanto outras passam por picos de aquisição. A aquisição de uma linguagem consiste em aprender a colocar em pratica os elementos que constitui a língua, bem como suas regras de combinação (PUYUELO et al., 2007).


A comunicação não ocorre a partir das primeiras palavras, está presente desde o nascimento, o recém-nascido busca a voz humana e demonstra prazer ao escutá-la. Durante os primeiros meses de vida os bebês são capazes de discriminar, de comparar e diferenciar entonações da fala de sua mãe e presta atenção, essas habilidades são referências que constituem a base da comunicação precoce. Por volta de um ano, começam as primeiras palavras do seu dia a dia. As crianças nesta faixa etária devem possuir cerca de cinqüenta palavras, sendo que podem ser desenvolvidas por volta dos dezoitos meses de idade em crianças atrasadas. Aos dezesseis e trinta e um meses, faz a utilização de enunciados sucessivos (mãe-linda-oi), utiliza duas palavras com conceitos formados previamente com dois enunciados (mamãe linda - mamãe vem, domina e utiliza com certa freqüência nome, verbo (bola-nenê), esta deve ter conhecimento simbólico, imitação diferida e diferenciação do eu e do resto (ZORZI, 2002).

No desenvolvimento da linguagem vários aspectos podem afeta-lá e/ou que refletir a interação mútua cognição e linguagem, segundo ao Comitê de Languagem Hearing Association, dentre eles:

Dificuldade de atenção e memória;

Inflexibilidade, impulsividade ou pensamento e maneira de agir desorganizadas;

Processamento inadequado de informação;

Dificuldade em processar informação abstrata;

Dificuldade em adquirir nova informação;

Processo não adequado para recuperar a informação armazenada;

Comportamento social não apropriado ou pouco convencional;

Alterações na velocidade do processamento da informação;

Lentificação na velocidade do processo de informação, assim como problemas de fluência verbal que podem afetar os termos de conversação, no inicio e no final de frases;

As dificuldades perceptivas podem conter problemas de interpretação das mudanças na expressão facial, o que pode influenciar nos processos de comunicação da criança com o ambiente;

As dificuldades na capacidade de raciocinar encerram, como para captar duplo sentido, o sarcasmo ou humor;

Os problemas de linguagem podem afetar a mesma situação de comunicação quanto à capacidade da criança para se situar em relação a um interlocutor e ao mesmo tempo o objeto da comunicação ou compreensão da linguagem(JAKUBOVICZ, 2002).

Conclui-se que a comunicação é a troca de informações e um fato social, todos os animais se comunicam somente os humanos possuem um código tão complexo como a linguagem, onde é usada para aspectos sociais, culturais, artísticos, científicos, é poesia e criação e às vezes necessárias para sobrevivência. O comportamento social tem por base as possibilidades de comunicação. Porém, aquelas pessoas com alterações de comunicação, seja por um atraso ou por uma patologia, terão dificuldades sociais e talvez emocionais, podendo criar sérios problemas pessoais.
 
REFERÊNCIA
JAKUBOVICZ, R. Atraso de linguagem: diagnóstico pela média dos valores da frase(MVF). Rio de Janeiro: Revinter, 2002.
PUYUELO, M. et al. Manual de Desenvolvimento e Alterações da Linguagem na Criança e no Adulto. Porto Alegre: Artmed, 2007.
ZORZI, J.L. A intervenção fonoaudiológica nas alterações da linguagem infantil.2ª. Rio de Janeiro: Revinter, 2002.

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